Saint Paul’s Cathedral

Filed under: Cultura, Conhecendo Londres — Adriana at 9:55 am on Wednesday, July 9, 2008

Fim de semana passado, durante a caminhada pelo centro de Londres que terminou no meio da parada gay, eu fui andando por Bank, e andei, andei, ateh que dei de cara com a Saint Paul’s Cathedral, e me dei conta de que a principal Igreja de Londres nunca figurou aqui no Blog (a nao ser como pano de fundo para outras fotos).

 

A Catedral, construida no seculo XVII eh um dos principais pontos turisticos da cidade, recebendo milhoes de visitantes todos os anos. Foi também nesta catedral que Charles, Príncipe de Gales, casou-se com Lady Diana Spencer, em 1981.

Na verdade eu soh entrei na catedral pela primeira vez ano passado, pois ela passou mais de 3 anos com o interior completamente tapado, devido a um programa de restauracao em comemoracao aos 300 anos de sua construcao (que ainda nao terminou).

Porem, na verdade a Igreja que vemos hoje eh a “nova” Saint Paul’s (a quinta, na verdade) jah que a a catedral de Londres jah foi construida, destruida e reconstruida outras 4 vezes, de acordo com quem estava no poder - monarquia e clero.

 

O estilo arquitetonico eh “Renascencia”, que eh uma versao mais Britanica do Barroco e a cupula foi inspirada na Basilica de Sao Pedro, no Vaticano, e mede 108 metro de altura, sendo vista de varios pontos no centro da cidade.

Ao contratio do que muito pensam, essa nao eh a igreja “oficial” da realeza, e sim a abadia Westminster, porem um dos pontos altos da historia da catedral foi quando Charles e Diana se casaram, ou na missa realizada em homenagem as vitimas dos ataques de 11 de setembro.

 

Hampton Court Palace

Filed under: Viagens, Viagens pelo UK, Cultura — Adriana at 7:45 pm on Saturday, May 31, 2008

Eba! Papai e mamae estao em Londres!!!
Eles chegaram ontem de noite, e estamos adorando a visita!

O primeiro passeio que escolhemos foi passar o dia em Hampton Court Palace, que eh um palacio contruido pela dinastia Tudor no sudoeste de Londres, e durante alguns anos foi tambem a residencia do Rei Henrique VIII e Ana Bolena.




Alem dos habitantes reias, o palacio tambem eh famoso por seu jardim, que no seculo 18 foi replantado para imitar o lay out do Palacio de Versailles, na Franca. Mas o impacto do jardim…. Not so much…
Outras atracoes famosas do Palacio sao a quadra de tenis indoor mais antiga da Europa (bem legal!), e o labirinto natural mais antigo da Gran Bretanha (apesar de que achei o labirinto do Leeds Castle mais legal!). E diz a lenda que o (que sobrou) do vinhedo do castelo tambem eh um dos mais antigos da europa (mes se meu guia de turismo duvida da veracidade dessa afirmacao, quem seu eu pra acreditar, certo?).

Hampton court eh bem facil de chegar, com trens saindo de Waterloo a cada meia hora. Como temos o cartao de desconto Railcard, e estvamos num grupo de 4 pessoas, caimos na categoria de “passeio de grupo” e nossa passagen de trem sai por 3 paounds (ida e volta!!) por pessoa! 1/4 do preco normal!!! Vale MUITO a pena! Mesmo pra quem nao esta a fim de entrar no palacio, mas quiser soh curtir o jardim, jah sai mais barato que uma passagem de metro pro Hyde Park!

A tour por dentro do palacio comeca pela cozinha dos Tudor’s, que basicamente eh o primeiro andar inteiro do palacio, de TAO grande que a parada eh! E alem de ser tudo arrumadinho, encenando a cozinha da epoca (com comidinhas de plastico bem convincentes, e etc) ainda tem uns atores vestidos a caracter contando um pouco da historia do palacio, os banquetes, a musica etc.




Voces sabiam que no seculo 17 apenas Reis, Rainhas e princepes tinham o direito (por lei) de ter musicos que tocassem trompete em suas bandas? A fanfarra, tocada com trompete era um simbolo real, entao os “suditos” sabiam que onde ouvissem a fanfarra, o rei estava chegando.

O passeio continua por dentro do palacio, subindo pelos quartos reais (e banheiro real), com alguns (poucos) moveis e muita tapecaria.

Uma coisa bem legal tambem no palacio, eh que dentro do banheiro (a versao moderna mesmo, pros turistas, e nao a versao real) tem varias historias e lendas do palacio e seus servicais espalhados na parede.

Tem a historia da enfermeira do Principe que morreu inexplicavelmente, e dizem que assombra o castelo ateh hoje, tem a historia do incendio do apartamento real (que ninguem morreu), e a mais engracada eh a historia do “limpador de bunda real”. O Rei Henrique VIII tinha um “sutido” especializado em limpar sua bunda, e sacudir suas cosias, depois que ele fosse ao banheiro.
Na epoca esse era o emprego de maior prestigio, por estar tao proximo do rei num momento tao intimo. E alem desse “prestigio” todo, ainda era o emprego mais alvo de propinas e chantagem, pois todos os inimigos do Rei queriam convencer o “limpador de bunda” a matar o rei.

Meus pais adoraram o passeio, pois adoram o seriado da BBC “The Tudors” e parece que boa parte do seriado foi filmado nesse memso palacio.

E se voces acham que eu tirei muitas fotos, vcs ainda nao viram meu pai! Filho de peixe pexinho eh! As vezes ele ateh se perdia no palacio, porque ia se enfiando dos buracos, procurando coisas legais pra tirar fotos!

No fim do dia, ainda fomos fazer um passeio na High Street de Hampton Court e almocar antes de voltar pra Londres!

Resumao!

Filed under: Clima, Cultura, Conhecendo Londres, Amigos, Estudos — Adriana at 2:07 pm on Friday, April 11, 2008
Pronto! Mais um projeto entregue no mestrado, e minha vida pode (levemente) voltar ao normal… Agora soh tenho mais um assignement no final de abril e uma prova no inicio de maio. E pronto! Finito! Pelo menos ateh setembro, quando comeca o segundo e ultimo ano (e com ele a tese, as materias eletivas, os workshops do CIPD, e aquelas coisas todas….).
Mas pelo menos minhas aulas presenciais acabaram e finalmente posso voltar pra academia! (afinal aquele vestido branco esta just around the corner!).
Pois bem. Esse finde tenho que estudar, mas sem afobamento jah que ainda tenho tempo antes do proximo projeto, mas vou atualizar o blog. Tanta coisa pra contar!! Tantos detalhes do casamento resolvidos! Quero deixar tudo registrado…
Mas vou comecar por essa ultima semana, depois que voltei da Espanha.
Como comentei, a Deborah e o Gustavo estavam me visitando aqui em Londres. Eles chegaram e eu nao estava! Que tragedia! Sorte que o Aaron eh a pessoa mais friendly, paciente e simpatica da face da terra, e tem capacidade de ficar melhor amigo ateh de um poste em questoes de segundos, entao sabia que a Debinha e o Gustavo estariam em boas maos.
Cheguei na quinta de noite e jah botamos o papo em dia! Eles estavam com uma programacao turistica intensa, mas sexta feira fomos todos jantar num gastro-pub maravilhoso que tem lah perto de casa, com a Carol, Junior e a mae da Carol, que tb estava de visita. A diversao da noite foi a comunicacao entre o Aaron e ama da Carol, que nao fala uma palavra em Ingles, entao o Aaron aproveitou pra paraticar o portugues! gente! E nao eh que ele esta aprendendo mesmo! Ok que nao foi exatamente uma discussao politica profunda sobre a guerra do Iraque, mas memsoa ssim fiquei orgulhosa! (o dialogo foi mais ou menos assim: “Com licenca, eu quero fazer xixi”. “Eu gosto de batata frita”. “Voce muito frio? Eu nao frio!” e coisas nessas linha…).
Fato historico! 3 meninas UERJ reuindas num pub em SE1!!! Bom demais!
No fim de semana tinha duas tarefas: botar o sono em dia e estudar!
Debinha seguiu com sua programacao intensa, mas nao podiamos deixar o dia de sol passar em branco, entao nada melhor que um English Breakfast pra comecar o dia, e um passeio pelo Borough Market!
E pra fechar o dia, Jantar Indiano em Convent Gardem, e caminhada por Piccadilly pra ver as luzes noturnas.
O domingo comecou com branquinho… NEVE! Eu fui a ultima a acordar, e a primeira a reparar o quanto estava nevando! Ninguem nem sequer olhou pra fora da janela!
Ok, ok… neve padrao Londres… que eh aquele flury mixuruca, mas sufuciente pra deixar tudo branquinho, bontinho (meso que soh por alguns minutos.. e depois derrete de novo!). Passei o dia estudando e olhando a neve cair…
Eu adoro domingos! No verao sao os dias perfeitos pra ir pro parque fazer a fotossintese, ir bater perna em algum mercado legal… andar pela cidade, sentar na calcada de um cafe e ver o mundo passar… No inverno, eh o dia perfeito pra ficar no sofa, soterrada pelo Duvet, comendo e assistindo televisao!
E foi isso memso que fizemos! Depois de umas horas nao aguentava mais olhar pros livros e me joguei no sofa!
Pedimos comida chinesa delivery e os quatro se jogaram pela sala assistindo “Quem vai ficar com Mary” e morrendo de rir!
Na ultima noite da Debinha em Londres, ela nos fez uma grande surpresa! Nos quatro fomos assistir “Wicked“, que esta cotando como uma dos melhores musicais da atualidade no West End de Londres!
Wicked conta a historia da Bruxa do Oeste (Wicked wich of the west) do Magico de Oz, e conta toda historia da vida dela, e como ela se tornou mah.
Mas o musical nao eh bom necessariamente por causa da historia em si ( ano ser que voce seja um mega fa do Magico de Oz), e simplesmente pela mega super producao! As luzes, as cores, as musicas, tudo MARAVILHOSO! Com certeza o melhor musical que jah vi! E com certeza voltarei pra assistir mais vezes! Amei!
P.S. Vou postar as fotos assim que chegar em casa de noite! A Debinha tirou vaaarias!

Tate Modern

Filed under: Cultura, Conhecendo Londres — Adriana at 7:16 pm on Sunday, October 14, 2007

Hoje passei a tarde com a Carol no Tate Modern, que é o museu de arte moderna de Londres.

O Tate fica na beira do Tamisa, exatamente em frente a Saint Paul’s Cathedral, e separados pela Millenium Bridge, e costumava ser uma estaçao de energia, por isso o visual meio industrial.

Eu sou meio suspeita a falar de arte moderna, porque pra mim, qualquer coisa que eu olho e penso “eu poderia ter feito isso” nao se classifica como arte, porque de artista eu nao tenho nada. Os art lovers por ai, que me perdoem.

Tem muita coisa legal, e muita coisa de gosto duvidoso. Tem os classicos tipo Salvador Dalí, Joan Miró, Pablo Picasso, Pollock, e varios outros que eu nem sei o nome, e varios outros artistas novos.

O museu, como todos em Londres, em entrada gratuita, mas eles sempre tem umas exposições especiais que sao pagas. A dessa temporada é uma escultora francesa, que faz umas paradas meio macabras (a mais famosa é essa aranha gigante que apareca nas fotos). E sempre tem umas exposições no hall central (o mesmo hall onde foi o ‘mobile clibbing‘), que sempre sao mega polemicas. As ultimas que me lembro foram as dos cubos brancos, depois teve os tobogans (que era interativo, e as pessoas escorregando nos tubos, eram parte da arte) e atualmente é uma rachaduda

Vai gente… vai dizer que esse ultimo nao é uma arte de gosto meio duvidoso? Mas enfim, quem sou eu pra ficar aqui discutindo a inspiração artistica de quem fez. O engraçado é que tinha lido sobre a escultura-rachadura no chao do museu no jornal, m as nao me toquei onde era dentro do museu, e na festa do mobile clubbing, via varias pessoas caindo no chao do nada, e nao tava entendendo oque estava acontecendo… e hj quando vi de novo, entendi… as pessoas estavam dançando na sua, e de repete CABUM, metiam o pé no buraco!

Mas foi legal… o dia estava otimo, almoçamos no Wagamama e depois ficamos btanedo papo num pub na beira do rio.

 

 

 

 

 

 

Leeds Castle

Filed under: Viagens pelo UK, Cultura — Adriana at 1:15 pm on Monday, October 1, 2007

No domingo, como o tempo tava bom, resolvemos fazer uns passeios turisticos, e finalmente fomos no Leeds Castle.

A pesar do nome, o castelo nao fica em Leeds (Norte da Inglaterra), e sim em Kent (Sul da Inglaterra), mas acho que o nome tem a ver com a origem da dinastia original que contruiu o castelo. Enfim.

Chegar lah foi uma tortura, porque acabamos indo parar em varias estacoes erradas, perdendo trem, etc.. entao uma viagem que era pra ser de 1hr e meia acabou sendo de 4 horas…

Mas valeu a pena! O castelo eh LINDO, com uns jardins maravilhosos! Uma boa dica eh comprar a entrada do castelo junto com a passagem de trem, que sai bem mais barato, e inclui o onibus que vai da estacao pro castelo (eh meio longinho…).


O interessante desse castelo, eh que ao contrario de muitos outros que eu jah fiu, esse castelo eh moderno. A ultima dona, uma tal de Lady Beillie morou lah ateh 1974, quando ela morreu e em vez de deixar de herenca pras filhas, ela doou o castelo pro patromonio historico Ingles (aposto que as filhas nao ficaram nada felizes). Entao nao soh o caselo esta super bem conservado por dentro e por fora, ele eh bem “habitavel” e tem tudo de moderno que uma casa normal teria. Chega a ser estranho as vezes, e algumas coisas parecem que estao meio fora de lugar, mas a casa eh cheia de fotos da familia por exemplo, em vez de apenas pinturar antigas. Tem objetos da familia, banheiro, etc. Muito interessante.

Mas nao deixa de ser um castelo. Ja foi habitado pelo Rei Henry VIII (o tal que cortava a cabeca das mulheres) e a rainha Mary, e mais uns outros monarcas.

Nao captei a historia de como o castelo foi parar nas mao da Lady Beillie, mas foi impossivel evitar a conversa e “como sera que era a vida dela aqui dentro”? Sabe?

Eh facil ir em castelos antigos, ver aquelas saloes suntuosos, moveis com bordado de ouro, pinturas que valem zilhoes, etc e pensar que tudo fazia parte de outra realidade, seculos atras etc. Mas nesse caso, aquilo tudo ainda estava em uso ateh a decada de 70, que vamos combinar, foi praticamente anteontem! jah existia televisao, direitos humanos, igualdade social, etc, e jah nao rolava essa coisa de “cortem a cabeca” de quem se meter com um real…

Sei lah. Bizarro. Mas bem legal.

O jardim do castelo em si tb eh o maximo. Tem um campo de golfe, e um aviario cheeeeeios de passaroas da amazonia. Que doh! Uns tucanos Brasileiros lindos, e que vontade me deu de abrir a gaiola pra eles sairem voando e fugirem daquele frio!

E lah no fundo do jardim tb tem um labirinto! Muito legal. Nao arriscamos entrar, pq vai que nao conseguimos sair de la, e acabamos perdendo o ultimo trem pra voltar pra Londres…

O resto das fotos esta aqui!

 

Mumias, pizza e maquiagem…

Filed under: Bobagens, Cultura, Amigos — Adriana at 10:31 pm on Sunday, September 16, 2007

O fim de semana começou bem. Queriamos aproveitar bem o nsso tempo, aproveitar e usufruir bem a cidade, e principalmente o sole tempo bom, que se escondeu o verão todo, e agora, nas 47 de segundo detempo do verão, resoleu voltar a aparecer.

Pois bem. Começamos bem, fomos na academia, café da manha saudavel, e fomos pro British Museum. Eu tava doida pra ir a exposiçao dos Guerreiros de Terracota, que estao numa exposiçao temporaria aqui em Londres; mas chegamos lá e obviamente o exposicao já esta lotada pro proximos 2 meses… Oh well. Já que estavamos lá, resolvemos dar uma voltinha assim mesmo. Dessa vez, em vez de fazer como todo turista e sair andando pra cima e pra baixo, passando cerca de 30 segundos em casa seçao (pra dar tempo de ver tudo), resolvemos nos concentrar da area do Egito. Ficamos umas 2 horas por lá, lendo cada etiqueta, ada mapa, cada exposiçao. Por exemplo, eu já fui nesse museu zilhoes de vezes e nao sabia que a mumia de Cleopatra estava lá. Incrivel… Com direito a fotos de scaner e ultra som que mostram o esqueleto e o corpo embalsamado dela. Vcs sabia que ela morreu com apenas 17 anos? Miudinha coitada… Mas como a expectativa de vida no Egito antigo era de apenas 37 anos, até uqe nao foi tao ruim assim.

Enfim, um dia porveitoso. De noite, como ninguem tava a fim de sair, ficamos em casa e assistimos o PIOR filme da face da terra. Crianças, nao façam isso em casa… “Blades of Glory” é o pior filme da historia.

Domingo acordamos com a mesma empolgaçao. Na ultima hora, já com a roupa da academia, lembrei de todas as coisas que tinha que fazer antes de viajar e resolvi ficar em casa. De tarde rolou um combinaçao aqui, outra ali, mas nada vingou. Acabaos o dia com miguxas comendo pizza aqui em casa. Ai a pizza emendou no assunto casamento, e um assunto foi emendando no outro… e num momento de (oque só pode ser classificado como loucura) tedio, a Deia teve a brilhante ideia no estilo “e se…” e resolvemos nos maquiar. Sabe brincadeira de criança? Quem nunca pegou escondido as maquiagens da mae, colares e sapato alto e ficou brincando de “adulta”? Eu e minha irma já fizemos isso TANTAS vezes, e eu adorava. Voei no outro banheiro e catei todas as maquiagens de sobraram de antigas festas a fantasia… Foi uma tal de sombra verde, sombra roxa, blush rosa, pintas no queixo. CHOREI de rir!

Mas a gente ria TANTO, mas tanto, que eu tava a ponto de fazer xixi. Sabe quando doi a barriga de tanto rir? Sabe quando arranha a garganta de tanto rir? Foi assim… O Aaron ouviu nossas gargalhadas e saiu no corredor e nao consegui acreditar na cena! Começou  rir tambem e a unica coisa que ele falou foi: Quantos anos vcs tem mesmo? HAHAHAHAHA

Bem, e agora são 11:30 da noite e eu ainda tenho que fazer minha mala…

 

Cruzeiro no Reno

Filed under: Viagens, Cultura, Alemanha — Adriana at 10:29 pm on Monday, May 21, 2007

Depois de muito prometer, aqui estao as fotos e as historias do passeio! (as fotos já estao no Fotki, mas depois termino de postar as fotos aqui no blog tb)

Durante vários séculos, o Rio Reno foi o caminho natural para os viajantes que cruzavam a Europa central no sentido norte-sul ou inverso. Às margens desse rio, que cruza o território de quatro países – Suíça, França, Alemanha e Holanda, foram construídos no correr da história inúmeros castelos e fortalezas e os primeiros núcleos de colonização romana marcaram a origem de importantes cidades.

Também politicamente importante, o Rio Reno representou durante muito tempo o ponto central das discórdias entre franceses e alemães. Os franceses reivindicaram durante décadas o Reno como fronteira oriental do seu país. No correr da história, ao cabo de guerras e tratados, a margem esquerda do rio mudou várias vezes de nacionalidade.

O nome Reno é de origem celta e significa fluir (como em grego antigo ‘rheīn’=fluir). Junto com o Danúbio, o Reno constituía a maior parte da fronteira setentrional do Império Romano. Os romanos chamavam o rio de Rhenus. Desde essa época o Reno é um curso de água muito usado para o transporte e o comércio.A maioria dos castelos da Regiao tem entre 500 e 1000 anos (alguns muito mais que isso!) de historia, na epoca da pre unificacao Alema; Ou seja, a cada alguns quilometros se cruzava um novo reino, e a grande fonte de riqueza da regiao era o pedagio fluvial.Os donos dos castelos eram conhecidos como “Baroes-ladroes” (robber barons), pq oque faziam era, literamente um roubo.

 

Os castelos ficavam numa margem do rio, e uma outra torre na outra margem. Quando algum barco passava por lah, eles levantavam uma corrente e soh deixavam o barco passar depois de pagar os impostos.Varios castelos foram destruidos e reconstruidos, por causa das varias guerras da regiao, e finalmente na epoca pos revolucao industrial, com o desenvolvimento de outras regioes, e a unificacao da Alemanha os nobres da regiao perderam seu poder e muitos dos castelos acabaram sendo abandonados.Entao hoje em dia, quase todos foram comprados por bilhonarios exentricos que nao sabem mais oque fazer com seu dinheiro, ou viraram heranca de familias que os transformaram em hoteis e museus. Por incrivel que pareca, esses hoteis sao super baratos e acessiveis. Se eu soubesse disso teria me planejado pra passar pelo menos uma noite num deles!!A regiao da “Rota Romantica”, que sao mais ou menos 50 e poucos quilometros, entre Bingen e Koblenz e tem uns 20 castelos, cada um com suas historias e particularidades:

Ehrenfels Castle Do outro lado da estacao de Bingen da pra ver o fantasmagorico castelo Ehrenfels, mas como ele nao oferecia uma boa visao do rio o dono construiu uma mine torre numa ilha no meio do rio. Hoje em dia eh usado como farol do rio.

Burg Reichenstein e Burg Rheinstein:

Os dois sao privados e abertos a visitacao. E aparentemente sao conectados por uma trilha bem legal.

Castle Sooneck

Esse castelo jah foi destruido e reconstruido duas vezes, pela populacao que estava de saco cheio dos altos importos cobrados pelo Barao. Descrito pela guia de viagem como “patetica ruina de um castelo”, soh sobraram algumas miseras paredes pra contar historia…Bacharach and Burg Stahleck

A vila de Bacharach eh considerada uma das melhores cidadezinhas da regiao, e tem um vinho famoso. O castelo foi transformado num albergue e a cidade eh toda cercada por vinhedos.

Burg Gutenfels and Pfalz Castle: O cartao postal do Reno

O castelo Burg Gutenfels, e o castelo em forma de barco Pfalz Castle (construido numa ilhota em 1300) eram os mais efetivos na cobranca de impostos. A cidade prosperou gracas as amecas de uma prisao cruel para os evasores de impostos…

Oberwesel

Oberwesel foi uma cidade Celta e depois uma cidade Romana, e temas melhores ruinas Romanas da regiao. O castelo Schönburg Castle parece saido de um conto de fadas, e todas as entradas dos tuneis que conectam a cidade tem terrezinhas decorativas.

Dois quilometros depois do castelo estao os “Killer Reefs” (Recife da morte) , devido a ser uma regiao de aguas rasas com muitas pedras no fundo, logo estracalhava os barcos. Isso, logicamente deu origem a uma lenda medieval: O princepe de castelo Schonburg tinha 7 filhas muito mimadas, que sempre botavam defeito em seus pretendentes e esvam ficando encalhadas. Um dia o Principe ficou de saco cheio, convidou 7 de seus melhores cavaleiros e mandou que cada filha escolhesse um pra casar. Ela continuaram reclamando dos pretendentes e fugiram todas juntas num barco. Entao pra puni-las por serem malcriadas, Deus as trasnformou nas 7 rochas que formam o recife e continuaram matando e azucriando homens por muitos anos.

A Loreley:

Mais uma lenda da regiao. Essa eh a parte mais profunda do Rio, e mais estreita, e tambem eh a area onde as montanhas ao redor sao mais “fechadas” criando penhascos nas duas margens do rio.

 

Essas caracteristicas geologicas criavam muitos ecos, oque os navegadores acreditavam que fosse uma sereia. O canto dessa sereia distraia os homens e fazia com que eles perdessem a direcao dos barcos e morressem no recife de Oberwesel (uma explicacao: nos fizemos esse passeio rio acima, ou seja, contra a correnteza. O curso normal naquela epoca seria passar pela Loreley primeiro, ouvr o canto da sereia e depois morrer no recife).

Burg Katz — Burg Katz (Katzenelnbogen) 

Burg Katz (Katzenelnbogen)No lado oposto da cidade de St Goar, e juntos, criaram a regiao mais protegida do Reno, pois os inimigos eram vistos de longe. Esse castelo foi comprado por um empresario Japones que tinha uma fatasia de ser principe medieval, e pagou a bagatela de 4 milhoes de Euros pelo castelo. Mas como a lei Alema nao permite que extrangeiros utilizem seu patrimonio pra uso particular, o castelo acabou sendo abandonado (mas que japa otario esse, heim…?).

St. Goar and Rheinfels Castle

Nessa cidade resolvemos fazer uma parada. O castelo eh um dos mais antigos da regiao, entao a cidade era a que oferecia melhos infraestrutura pro navegadores. Geralmente eles paravam aqui pra recuperar as energias antes de enfrentar a Loreley.Nessa cidade resolvemos fazer uma parada. O castelo eh um dos mais antigos da regiao, entao a cidade era a que oferecia melhos infraestrutura pro navegadores. Geralmente eles paravam aqui pra recuperar as energias antes de enfrentar a Loreley.Entre todas as opcoes resolvemos parar pra explorar o Rheinfels que parecia ser o mais “selvagem”, na vila de St Goar. Parte dele foi transformado num hotel, mas o “corpo” principal do castelo foi mantido como era e pode ser explorado livremente. A unica instrucao que te dao eh “traga uma lanterna”.

Nessa cidade resolvemos fazer uma parada. O castelo eh um dos mais antigos da regiao, entao a cidade era a que oferecia melhos infraestrutura pro navegadores. Geralmente eles paravam aqui pra recuperar as energias antes de enfrentar a Loreley.Entre todas as opcoes resolvemos parar pra explorar o Rheinfels que parecia ser o mais “selvagem”, na vila de St Goar. Parte dele foi transformado num hotel, mas o “corpo” principal do castelo foi mantido como era e pode ser explorado livremente. A unica instrucao que te dao eh “traga uma lanterna”. O meu conselho pessoal eh: se vc eh clasutrofobico, fique bem longe!! Hahahahah

Comecamos inocentemente andando ao redor do castelo, subindo ateh as torres, ateh que encontramos as passagens secretas e a area residencial! Como que algum dia seres humanos conseguiram viver lah dentro eu nao sei…

A Area dos “apartamentos” eh ampla, grandes quartos, com teto alto mas umas janelinhas minimas… pra minimizar a entrada de frio e oferecer maior protecao a estrutura. Muitas lareiras pra tudo quanto eh lado, que imagino eu deveria melhorar um pouquinho a temperatura e o breu lah dentro. Dei vaaaarias topadas com meu mindinho nos pedregulhos e escadas.

Eu fiquei viajando na batatinha, soh imagiando como que nao deveria ser lah dentro quando ainda era “habitado”… Seguindo por um corredor, resolvemos entrar numa portinha. Mas o negocia era TAO escuro, mas TAO escuro que era desesperador. Fomos andando esperando encontrar uma parede, ou uma saida… Eramos 4 e soh o Rich tinha uma micro lanterninha… mas eh o suficiente apenas pra ninguem dar de cara com a parede.

Depois de uns metros subindo o tunel, perdemos total contato com a luz do lado de for a. Agora imagina a cena: as paredes sao 3 metros de pedra solida, o teto devia ter mais ou menos 1,5 metro (eu andava agaixada, o Aaron quase de joelhos!). Aquilo foi me ando uma agonia, um desespero, o teto ia encolhendo, a parede ia ficando mais estreita, nem sinal de luz, nem sinal de saida, uns barulhos estranhos…. GENTE QUE DESPERO! O Aaron ia disparando a camera fotografica pra dar uns flashes de luz, que acabaram garantindo umas fotos hilarias, que dah pra ter bem uma ideia de como era lah dentro…

Quando eu esta a ponto de ter um ataque, ouvi o Rich gritando lah da frente que ele tinha chegado numa escada e que lah em cima tinha luz… Fiquei calma de novo… Quando chegamos lah fora, rimos TANTO do panico da galera e queriamos fazer TUDO de novo!

Depois desobrimos que o lugar onde estavamos ea a entrada pro calabouco do castelo, e demos sorte de nao entrar em nenhuma das celas… Que pavor me deu soh de pensar que os prisioneiros de guerra (ou os comerciantes que nao pagassem impostos) ficavam presos naquelas condicoes… Eles ficavam presos em celas coletivas, sem NENHUMA luz, sem aquecimento, encanamento, bla bla bla, comendo apenas pao e agua. Ninguem sobrevivia mais que algumas semanas (oque jah me parece muito). Apenas um prisioneiro sobrevivu 2 anos e meio, mas diz a lenda que ele morreu na primeira noite que foi libertado (comeu e bebeu demais).

Entrmaos em mais alguns corredores escuros, mas nenhum foi tao emocionante quanto o calabouco… ehehheeh

Almocamos e recuperamos as forcas e continuamos nosso passeio de barco.

Burg Maus

O castelo Maus (rato em Alemao) ganhou esse nome porque era da Familia Katzenelnbogen (Katz significa gato em Alemao) e era considerado uma obra prima da seguranca e fortificacao. Nunca tinha sido destruido, ateh que Napoleao chegou nessa regiao com sua artilharia obra prima e destruiu o castelo… mas ele foi reconstruido novamente em 1900, e hoje em dia eh um museu com shows medievais.

Burg Sterrenberg and Burg Liebenstein

Esses sao os castelos dos “irmaos inimigos”. Hoje em dia viraram um hotel de luxo, mas foram construidos por dois irmao ganaciosos que queriam tomar conta um do outro, para que ninguem levasse mais da heranca.

Boppard

Boppard Tambem foi uma cidade Romana e tem umas torres romanas lindas na praca central. A cidade eh famosa pelas enchentes, e os arcos da cidade tem marcas nas paredes que mostram a altura em que chegou a agua em cada uma das grandes inundacoes da cidade.

Marksburg

Eh o mais bonito de todos, e o unico que ainda tem toda sua estrutura original. Devido a sua localizacao provilegiada, ele nunca foi atacado Hoje em dia ele virou um museus, e tem um interior que ainda eh bem legal (queria ter ido ateh lah, mas nao dava tempo….)

Koblenz

Koblenz foi a parada final do nosso passeio. A cidade nao eh nada demais, muito pelo contrario, mas eh famosa por ser o local onde o rio Reno e o rio Mosel (nao sei o nome em portugues) se juntam, a “esquina Alema” e foi completamente destruida durante a segunda guerra.

Almocamos por la mesmo, passeamos um pouco, e depois voltamos pra Frankfurt felizes e contentes!

 

O Fantasma da Opera

Filed under: Cultura, Conhecendo Londres — Adriana at 1:02 pm on Thursday, March 29, 2007

Ontem foi dia de programacao cultural com papai e mamae, e fiz uma surpresa pra eles e fomos os 3 ao “Her Majesty’s Royal Theater” (Teatro Real de Sua Majestade - adoooooro a pompa real Britanica!) assistir O Fantasma da Opera.

Consegui uma super promocao no lastminute.com (nao falei que esse site era otimo pra viagens e entretenimento), e por um precinho camarada conseguimos assistir a peca num lugar bem bom, com otima visao do palco.

O teatro em si, como era se imaginar eh lindo de morrer por dentro, digno de Sua Majestade. Papy e mamy adoraram!

Tirando o brow de cabelo black power que (claro) sentou BEM na minha frente e tapava metade da minha visao do palco, tudo estava perfeito.

A Area de West End (Picadilly Circus e Leicester Square) eh considerado o equivalente da Broadway aqui em Londres, com zilhoes de teatros e cinemas um do lado do outro. Entre os Classicos estao Cats, O Fantasma da Opera e Les Miserables, que jah estao em cartaz ha uns 18 anos, inenterruptamente! As mesmas pecas tb estao (ha anos) em Nova iorque, mas como o produtor Andrew Lloyd Webber (de Cat’s e Fantasma) eh Ingles, entao eles adoram dizer que as producoes originais sao as de Londres, e nao as importadas pros EUA.

Abaixo, a historia da peca (musical/Opera):

Le Fantôme de l’Opéra (O fantasma da ópera em português) é uma novela francesa escrita por Gaston Leroux, inspirada na novela Trilby de George du Maurier. Publicada em 1910 pela primeira vez, bateu o recorde de permanência na Broadway (Nova Iorque) e no West End (Londres), continuando atualmente, após dezessete anos de atuações, em palco, com producao de Andrew Lloyd Webber.

O fantasma da ópera é considerado por muitos uma novela gótica, por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia. Na novela original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, em Paris, na Ópera de Garnier, um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, sobre um enorme lago subterrâneo. Os empregados afirmam que a ópera se encontra assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O Fantasma chantageia os dois administradores da Ópera exigindo que estes lhe entreguem uma renda de 20 mil francos mensais e que lhe reservem o camarote número cinco em todas as atuações.

Entretanto, a jovem inexperiente cantora Christine Daaé, acreditando ser guiada por um “Anjo da Música”, supostamente enviado pelo seu pai após a sua morte, consegue subitamente alguma proeminência nos palcos da ópera quando é confrontada a substituir Carlotta, a temperamental Diva do espectáculo. Christine conquista os corações da audiência na sua primeira atuação, incluindo o do seu amor de infância e entretanto patrocinador do teatro, Visconde Raoul de Chagny.

Erik, o Fantasma, não gosta da relação de Christine e Raoul e a força a ir com ela ao “seu mundo” subterrâneo ao qual Christine acha ser um lugar frio e sombrio.Christine percebe que o seu “Anjo da Música” é na verdade o Fantasma que aterroriza a ópera. Descobre então que o Fantasma é fisicamente deformado na face, razão pela qual usa uma máscara para esconder a sua “deficiência”. Ao olhar para a sua verdadeira imagem, Christine fica perplexa. O Fantasma decide prendê-la no seu mundo, ameaçando que apenas a deixará partir se ela prometer não amar ninguém além dele e voltar de livre vontade.

Christine debate-se entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo génio da personagem do Fantasma. Contudo quando se percebe que o Fantasma se torna um assassino obcecado, decide casar com Raoul em segredo e fugir de Paris e do alcance do Fantasma. No entanto, o seu plano é descoberto e durante uma atuação da Ópera “Fausto” de Charles Gounod, Christine é raptada do palco e levada para os labirintos por baixo da Ópera. Aí, nos aposentos do Fantasma, ocorre o confronto final entre Christine, o Fantasma e o Visconde Raoul.

(Fonte Wikipedia)

Outras opcoes de otimos musicais pra quem vem pra Londres:

http://www.westendtheatrebookings.com/

 

Islamofobia: O novo racismo

Filed under: Vida na Inglaterra, Cultura — Adriana at 4:50 pm on Tuesday, January 30, 2007

Eu nao me considero das mais politizadas nem envolvidas em causas sociais e tal. Nao sou mesmo, nem to afim de fazer pose de pseudo-intelectual, mas gosto de estar bem informada sobre o mundo.

Uma das coisas que desde que eu vim morar em Londres, tem exercido uma certa fascinacao em mim eh o mundo Islamico. Aqui tem de tudo um pouco, e de tudo muito. Dependendo de onde e quando vc estiver na cidade, vc pode chegar a ter a impressao que nem sequer mora no norte da Europa, e sim em alguma cidade exotica do Oriente Medio ou Asia. Sempre quis aprender um pouco mais sobre essa cultura, a religiao e tal, mas nunca tive uma boa oportunidade.

Entao semana passada a Deia recebeu um convite pra assistir uma palestra organizada pela Associacao “Media Workers”, e a discussao do dia seria “Islamofobia: o novo racismo”. O debate foi super bem organizado e entre os palestrantes estavam pessoas como Gary Younge (Jornalista do The Guardian), Louise Christian (Advogada de prisioneiros de Guantanamo), Craig Murray (ex embaixador do UK no Uzbequistao), etc.

A palestra em si foi mais uma sucessao de discursos doque um debate propriamente dito, mas extremamente interessante. O principal ponto de discussao era: O crescimento da Islamofobia (palavra que nem existia a uns anos atras), e como isso afeta a vida das pessoas na Inglaterra.

Esse estigma tem um impacto gigantesco na vida dos Ingleses (ou da quelauqer pessoa que more aqui), pq gracas ao crescimento do racismo aos muculmanos, tudo mudou de perspectiva. Alguem que era apenas o vizinho “indiano” hoje esta sendo visto como um potencial terrorista.

Os palestrantes iam contando suas historias e dando suas opinioes, em situacaoes como o menino Bangladeshi que ao abrir sua mochila no metro teve o vagao inteiro olhando rpa ele com cara de terror, ou as manchetes de jornais sensacionalistas Ingleses que sempre se referem aos “os muculmanos” sem levar em consideracao nacionalidade, genero, etc.. Criando uma uniformidade irreal entre os praticantes dessa religiao, e ajudando a disseminar o odio.

Episodios como o tao falado Big Brother UK, onde uma participante Inglesa deliberadamente fazia comentarios racistas contra sua rival Indiana, e gerou uma indginacao tao grande na populacao que a organizacao do programa teve que “retirar” a participante racista, a expulsao dela da casa nao foi ao vivo nem teve presencao do publico e ela esta tendo que receber protecao, pois esta recebendo ameacas de morte etc, alem de ter tido varios contratos publicitarios concelados (ela era uma “celebridade”, dessas que naz faz po&$rra nenhuma da vida, mas escreve biografia, vira marca de perfume, participa de programas de auditorios, etc). A menina With-trash preferiada da Gran Bretanha que virou a inimiga numero um dos imgrantes, manchando o nome da “tolerancia” inglesa no mundo.

Eu confesso que no auge da briga, eu nao consegui resistir e assisti varios episodios do BB… a coisa era mesmo feia… Insultos do nivel “Indianos sao como chachorros”, “nao como a comida que ela encostar”, “o sonho dela eh ser branca” e se referirem a ela com nome de comidas indianas em vez de seu nome verdadeiro.

A unica coisa que eu achei que foi deixada de fora no debate sobre a Islamofobia (e aqui entra um pouco da minha opiniao pessoal), foi a relacao “intolerancia cria racismo”, e partindo da parte dos proprios muculmanos.

Acho que pro Ingles (ou morador da Inglaterra) comum, esse “racismo” nao eh tao real (Uma das discussoes nessa palestra era de que como a midia tem tentando criar essa ideia na sociedade, e que isso eh uma cosia recente). Porem a propria intolerancia dos muculmanos em relacao a outras religioes, crencas e culturas tem criado uma certa “implicancia” (digamos assim…) da parte dos Ingleses.

Um bom exemplo eh por exemplo as comemoracoes de cunho religioso tipico Ingles (que eh um pais Algicano - Cristao), como Natal. O Natal eh algo bem tipco Ingles. Tem comida tipica, bebida tipica, musica tipica… as cidades ficam enfeitadas, todo mundo troca cartoes de natal etc.

Porem nos ultimos anos a comunidade “etnica” da Inglaterra tem aumentado bastante, e pra eles o fato dos ingleses comemorarem o Natal, eh um ato de “preconceito” e exclusao social. Entao, na onda do “Politicamente Correto” muitas empresas, escolas, entidades, etc tem mudado suas comemoracoes Natalinas pra comemoracoes de “inverno” ou “da estacao”, oque convenhamos eh um pouco exagerado demais.

Entao, indiretamente isso tem contribuido pra aumentar a intolerancia dos ingleses em relacao as minorias etnicas em geral. Afinal, eles estao no pais deles, e por causa dos imigrantes nao podem celebrar suas proprias tradicoes. E isso tem gerado declaracoes e repsostas, que logicamente, a midia sensacionalista Inglesa dissemina desproporcionalmente.

Eu jah ateh tinha falado sobr isso aqui no Blog. Nao sou contra nada nem ninguem, mas convenhamos… Imagina se um dia a quantidade de imigrantes Argentinos (ou Italinaos, Portugueses, Americanos, etc) aumentasse muito e comecassem a exigir que os brasileiros nao comemorassem mais o Natal? Ou o Carnaval?!?!?

Imagina o pandemonio que nao ia ser…

 

Fotos tiradas em Granada, Espanha e Marrocos.

 

Na medida

Filed under: Vida na Inglaterra, Cultura, Conhecendo Londres — Adriana at 8:49 pm on Tuesday, October 17, 2006

Esse finde foi na medida, como deveria ser.

Um fim de semana comdescanso na medida certa, diversao na medida certa e cultura na medida certa.

Depois da saida na sext, dormi tudo que tinha direito no sabado de manha. Dorme, acorda; Acorda, dorme, como eu sempre sonho a semana toda.

Mas quando finalmente me motivei a sair de casa, me encontrei com as meninas em Angel, mas acabamos nao ficando por lá. Andamos pela cidade e fomos almoçar no Noddles King da Bethnal Green Road.

E como a vida ‘dura e todas nós queremos que o mundo acabe em barranco pra morrer encostada, voltamos pr casa da Andrea pra descansar, que acabou virando uma sessao babozeira com festival de funk.

E já que estavamos na area, decimos fazer uma noitada ali por Old Street mesmo. Depois de analisar as opçoes, e perambular pelas ruas, acabamos indo parar no The Pool: boa musica, boa cidra e um otimo grupo de amigos.

Domingo entao nao poderia ser melhor…

Acordei relativamente cedo e fui com a Deia no Columbia Market, que fica na area de Hackney e é um mercado de flores. Foi facil achar o caminho por causa da quantidade de gente com flores, plantas e arranjos andando na rua naquela area…

Que vontade me deu de ter uma casa “de verdade” pra encher de plantinhas e florzinhas!!

Ficamos andando pelo mercado, vendo as pessoas, tirando fotos, e depois fomos tomar café d manha num dos café da rua. Comemos Bagel e café e sentamos no jardinzinho os fundos. O dia estava maravilhosos em todos os sentidos: sol, temperatura agradavel, gente na rua.

Sai de lá com vontade de ter uma casa “de verdade” pa encher de flors e plantinhas!!

Na sequencia fomos pra o National Gallery, o museu que fica em Trafalgar Square. Esse museu,na minha opiniao é um dos mais fracos em Londres, mas sempre tem boas exposiçoes, entao sempre é uma boa opçao por sempre ter coisa nova pra ver.

Vimos a exposicao de Cezánne, pintor frances, que eu já tinha ouvido falar mas nao sabia como era sua arte. Saimos de lá com um banho de cutura! Continuo sem saber muito sobre Cezánne, mas pelo menos sei que ele era um pintor polemico e conturbado, visto por muitos como impressionista (mas a exposicao defende que nao), e dono de um estilo proprio de repetiçoes de paisagens (uma colina no sul da França) e temas (pessoas tomando banho).

Pra completar o dia, ainda almoçamos uma bela comida Indiana e fizemos uma sozial no Vibe Bar em Brick Lane.

E o melhor de tudo foi que voltei pra casa cedo e finalmente arrumei a zona que estava a minha casa!!!

 

 

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